PF fecha cerco a políticos de Goiás por investimentos suspeitos no Banco Master

Vilmar Mariano, ex-prefeito investigado pela PF

A Polícia Federal intensificou as investigações sobre o aporte de R$ 40 milhões realizado pelo AparecidaPrev (Instituto de Previdência dos Servidores de Aparecida de Goiânia/GO) em letras financeiras do Banco Master, em junho de 2024. O investimento ocorreu sem autorização do Conselho Municipal de Previdência, contrariando normas internas e com base em dados considerados falsos. As apurações apontam ainda relações de proximidade entre políticos locais e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Master.

Principais pontos da investigação

  1. Valor investido: R$ 40 milhões, com planos de ampliar para até R$ 70 milhões.
  2. Data da aplicação: 06 de junho de 2024.
  3. Contexto: O Banco Master entrou em liquidação extrajudicial pelo Banco Central em 2025, aumentando a gravidade da operação.
  4. Irregularidade: O Conselho Municipal havia rejeitado a aplicação devido ao baixo rating de risco da instituição, mas a decisão foi ignorada.

Os envolvidos na investigação são Vilmar Mariano (União Brasil): Ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, no cargo até o fim de 2024. Segundo a PF, teria autorizado o investimento junto ao então secretário da Fazenda. Seu nome foi vetado pelo partido para disputar a reeleição dias após o aporte. Einstein Paniago: Ex-secretário da Fazenda e ex-presidente do AparecidaPrev até 2023. É apontado como o articulador da operação, responsável por insistir na aplicação e por manter contato direto com Vorcaro.

O Ministério Público de Goiás (MPGO) instaurou procedimento investigativo para apurar o caso. Além de Goiás, Ministérios Públicos de outros cinco estados investigam aportes semelhantes em fundos previdenciários locais, que somam R$ 1,8 bilhão aplicados no Banco Master.

O Ministério da Previdência Social confirmou que o AparecidaPrev declarou oficialmente o investimento em junho de 2024, durante a gestão de Mariano.

O episódio expõe fragilidades na gestão de fundos previdenciários municipais e levanta suspeitas sobre o uso político de recursos destinados à aposentadoria de servidores. Em Aparecida de Goiânia, cidade com mais de 500 mil habitantes, o caso gera apreensão entre servidores e pressiona lideranças locais a prestar esclarecimentos.

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