PAQUISTÃO DECLARA GUERRA AO AFEGANISTÃO E BOMBARDEIA CABUL EM ESCALADA SEM PRECEDENTES

Mohammed Noori/Getty Images

ISLAMABAD – Em uma movimentação que coloca a Ásia Central no centro de uma crise militar global, o Paquistão declarou formalmente estado de guerra contra o Afeganistão nesta sexta-feira. A decisão foi acompanhada por uma ofensiva imediata, com o lançamento de mísseis contra alvos estratégicos na capital afegã, Cabul. O governo paquistanês justificou a medida drástica afirmando que sua "paciência chegou ao limite" e que as forças armadas do país estão agora "prontas para esmagar" qualquer resistência em solo vizinho.

Ataques cruzados atingem as capitais

A escalada militar atingiu níveis críticos quando, em resposta aos bombardeios em Cabul, o Afeganistão utilizou drones de ataque contra Islamabad. O uso de tecnologia de precisão contra as capitais de ambos os países marca um rompimento com o padrão histórico de confrontos limitados às zonas rurais de fronteira, elevando o risco de uma guerra total e de alta intensidade.

Autoridades em Islamabad alegam que a ofensiva é uma resposta direta a meses de infiltrações e ataques de grupos militantes operando a partir do território afegão. Segundo o Paquistão, o regime Talibã tem sido negligente — ou cúmplice — ao permitir que insurgentes utilizem as áreas fronteiriças como refúgio para planejar atentados contra cidadãos e infraestruturas paquistanesas.

O impasse diplomático e o papel das potências regionais

O governo afegão, por sua vez, nega veementemente as acusações, classificando a declaração de guerra como uma violação injustificável da soberania nacional. Antes da eclosão do conflito aberto, países como Catar e Turquia tentaram mediar um cessar-fogo e estabelecer corredores de diálogo, mas as negociações terminaram sem sucesso, com ambos os lados mantendo posições irredutíveis.

Diante da gravidade do cenário, a China e o Irã acionaram seus Ministérios de Relações Internacionais em caráter de urgência. Pequim e Teerã buscam agora uma mediação de última hora para evitar que o conflito desestabilize as rotas comerciais e a segurança regional. No entanto, com as tropas em movimento e as capitais sob fogo, a eficácia da diplomacia enfrenta seu maior desafio na região em décadas.

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