Sinteam convoca professores para Assembleia afim de discutir o descaso com a educação no Amazonas
A Campanha Salarial 2026 da educação começa em meio a um cenário de profunda crise na rede estadual. Professores e trabalhadores da educação se reúnem em assembleia no dia 27 de fevereiro, no Sindicato dos Metalúrgicos, para decidir os rumos da luta. A pauta não é apenas salarial: trata-se de denunciar anos de abandono das escolas e da carreira docente.
Os educadores enfrentam salários achatados há anos, sem reajustes compatíveis com a inflação. A categoria denuncia que nunca houve valorização real, e que a carreira docente foi sistematicamente desrespeitada. O resultado é um quadro de desmotivação e precarização que afeta diretamente a qualidade do ensino.
Enquanto os professores lutam por dignidade, os estudantes convivem com escolas em condições vergonhosas.
- Em Ipixuna, unidades escolares aguardam reformas há anos, funcionando em prédios deteriorados e inseguros.
- Há escolas sem merenda escolar, deixando crianças sem alimentação básica durante o período de aulas.
- Alunos estão há anos sem receber material escolar e fardamento, obrigando famílias a arcar com custos que deveriam ser garantidos pelo Estado.
Esses problemas não são pontuais: refletem uma política de abandono que se espalha por todo o Amazonas.
A legislação eleitoral impõe um limite: até 180 dias antes da eleição é possível negociar aumento real. Depois disso, qualquer pauta de reajuste fica inviabilizada. Por isso, a assembleia de fevereiro é considerada decisiva. Se não houver mobilização agora, a categoria ficará sem conquistas até o próximo ciclo político.
“Ninguém luta sozinho. É na assembleia que decidimos os rumos da nossa luta”, afirmam os organizadores. A mobilização busca não apenas reajuste salarial, mas também denunciar o abandono das escolas estaduais e exigir condições dignas para alunos e professores.