A União Europeia anunciou que começará a aplicar de forma provisória o acordo comercial firmado com o Mercosul, enquanto aguarda a decisão do Tribunal de Justiça da UE sobre a legalidade do tratado. A medida foi confirmada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, após consultas com Estados-membros e eurodeputados. Segundo ela, a conclusão definitiva dependerá da aprovação do Parlamento Europeu.
O pacto cria a maior zona de livre comércio do mundo, reunindo os 27 países da União Europeia e os membros fundadores do Mercosul — Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. O acordo prevê a eliminação de tarifas sobre mais de 90% do comércio entre os blocos, que juntos representam cerca de 30% do PIB mundial e mais de 700 milhões de consumidores.
Apesar do avanço, a decisão ocorre em meio a resistências internas na Europa. Na França, produtores rurais e autoridades manifestam preocupação com a concorrência de produtos agrícolas sul-americanos e com possíveis impactos ambientais. Esses pontos têm alimentado debates sobre a sustentabilidade do tratado e sua compatibilidade com as metas climáticas europeias.
Especialistas avaliam que a aplicação provisória pode acelerar benefícios econômicos, mas também intensificar pressões políticas dentro da UE. O desfecho dependerá do julgamento do tribunal e da votação no Parlamento Europeu, etapas que definirão se o acordo será consolidado de forma definitiva.
Quer que eu complemente a matéria com uma análise sobre os impactos econômicos esperados para o Brasil e os demais países do Mercosul?