Na manhã de sábado (7), o corpo de Jhon Glaucio Pimentel Marques, de 32 anos, conhecido como “Jhon Feio”, foi encontrado em uma área de mata na estrada do Puraquequara, zona Leste de Manaus. Segundo informações da polícia, ele teria sido executado pelo chamado “Tribunal” do Comando Vermelho, facção criminosa que atua na capital.
Ao lado do corpo, havia um bilhete em que a vítima “confessava” ser um estuprador — crime que, de acordo com investigações, não é tolerado pelo tráfico. A mensagem dizia: “Morri porque sou ‘Jack’ da pior espécie”.
O caso foi encaminhado para a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que investiga as circunstâncias da execução. O corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML).
Contexto
O chamado “Tribunal do Crime” é uma prática usada por facções para julgar e punir pessoas acusadas de determinados delitos.
Em Manaus, autoridades já registraram outros casos semelhantes, em que vítimas são executadas e deixadas com bilhetes explicando o motivo da morte.
A polícia reforça que tais práticas configuram crimes graves e que apenas o sistema de justiça tem legitimidade para investigar e punir.
Em Manaus, autoridades já registraram outros casos semelhantes, em que vítimas são executadas e deixadas com bilhetes explicando o motivo da morte.
A polícia reforça que tais práticas configuram crimes graves e que apenas o sistema de justiça tem legitimidade para investigar e punir.
Próximos passos
A DEHS deve ouvir testemunhas e analisar se há ligação direta entre o crime e disputas internas do tráfico. O caso também reacende o debate sobre a influência das facções na capital e os riscos da chamada “justiça paralela”.