CGU aponta irregularidades em emendas de R$ 74 milhões destinadas à Associação Moriá


A Controladoria-Geral da União (CGU) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório que coloca sob suspeita a Associação Moriá, entidade que recebeu R$ 74 milhões em emendas parlamentares entre 2023 e 2024. O documento afirma que a instituição não possui capacidade técnica nem operacional para administrar valores dessa magnitude, levantando sérias dúvidas sobre a destinação dos recursos públicos.

A Associação Moriá foi criada em 2017 por Marcos Araújo e sua esposa, Elida. No ano de 2022, a direção mudou e passou a ser comandada por Gustavo Henrique Fonseca de Deus, ex-cabo do Exército e ex-terceirizado no governo Bolsonaro. Além de Gustavo, a gestão inclui um motorista e uma esteticista, apontados como “laranjas” no esquema. Segundo a CGU, a entidade não tem sede própria, não possui quadro de funcionários compatível e não comprovou condições para executar projetos de grande porte.

Do total de R$ 74 milhões, R$ 53 milhões vieram de parlamentares do Distrito Federal, sendo a maior parte destinada a um projeto gamer. A concentração de recursos em uma entidade sem estrutura adequada levanta suspeitas de uso indevido de verbas federais.

Parlamentares envolvidos e valores destinados

Repercussão política

O relatório da CGU expõe fragilidades no sistema de emendas parlamentares e reacende o debate sobre a transparência na destinação de recursos públicos. A presença de gestores sem qualificação técnica e a concentração de valores em uma entidade de estrutura precária podem gerar responsabilizações políticas e jurídicas.

O STF deve avaliar os próximos passos da investigação, que pode incluir bloqueio de recursos e apuração da responsabilidade dos parlamentares envolvidos.

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