Nesta terça-feira, 13 de janeiro, a Polícia Federal (PF) deflagrou uma nova fase da Operação Overclean, tendo como alvo principal o deputado federal Félix Mendonça Jr. (PDT-BA). A ação, realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Receita Federal, investiga os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
O "Modus Operandi" do esquema
Segundo as investigações detalhadas pela GloboNews e CNN Brasil, o esquema funcionava através da venda de influência política para a liberação de recursos públicos:
O Operador: O deputado utilizava seu então secretário parlamentar, Marcelo Chaves, como o "homem de frente". Chaves era o responsável por negociar a destinação das emendas com prefeituras baianas.
A Propina: Marcelo cobrava pagamentos ilegais de prefeitos em troca do envio de verbas. O dinheiro era então operacionalizado para chegar aos beneficiários do esquema.
Os Beneficiados: Pelo menos três municípios da Bahia estão sob investigação por terem recebido emendas em troca de vantagens indevidas pagas ao parlamentar, de forma direta e indireta.
Medidas Judiciais e Bloqueios
A operação foi autorizada pelo ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou medidas severas contra o grupo:
Busca e Apreensão: Foram cumpridos 9 mandados distribuídos entre o Distrito Federal e o estado da Bahia.
Asfixia Financeira: O STF determinou o bloqueio de R$ 24 milhões nas contas bancárias dos investigados (pessoas físicas e empresas envolvidas).
O objetivo do bloqueio, segundo a Polícia Federal, é interromper a lavagem de dinheiro em curso e garantir que, em caso de condenação, haja ativos disponíveis para ressarcir os cofres públicos pelos danos causados.