Brasil fecha 2025 com inflação de 4,26%, o menor patamar em sete anos


O Brasil encerrou o ano de 2025 com uma notícia positiva para o bolso do cidadão. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, fechou em 4,26%. O resultado marca a menor variação anual desde 2018 e, mais importante, consolida o índice dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que permitia um teto de até 4,5%.

O número representa um respiro após anos de volatilidade e indica uma trajetória de maior estabilidade econômica para o país.

O Alívio vem da Cozinha

O grande herói do orçamento doméstico em 2025 foi o grupo de Alimentação e Bebidas. Após períodos de altas expressivas, os itens básicos que compõem o prato feito do brasileiro registraram quedas sucessivas.

  1. Queda nos Preços: Arroz, feijão, carnes e hortaliças apresentaram deflação em diversos meses do ano.
  2. Causa: Condições climáticas favoráveis e a estabilização dos preços das commodities no mercado internacional foram fundamentais para que o alimento chegasse mais barato à mesa das famílias.

O Vilão da Conta de Luz

Apesar da boa notícia nos supermercados, nem todos os setores deram trégua. A energia elétrica foi o item que mais pressionou o índice para cima. Reajustes tarifários e o acionamento de bandeiras tarifárias ao longo do ano impactaram não apenas o consumidor residencial, mas também o setor produtivo, encarecendo os custos de operação de empresas e comércios.

Perspectivas para 2026

Embora o resultado de 2025 seja motivo de comemoração para o governo e para a autoridade monetária, o cenário para o próximo ano exige cautela. Economistas apontam que a manutenção desse ritmo dependerá de um "tripé de vigilância":

1. Política Monetária: A condução da taxa Selic pelo Banco Central para controlar as expectativas de mercado.

2. Clima: O impacto de fenômenos meteorológicos na safra agrícola e no nível dos reservatórios das hidrelétricas.

3. Cenário Externo: A oscilação do dólar e os preços internacionais do petróleo, que influenciam diretamente o valor dos combustíveis.

O desempenho de 2025 deixa um legado de credibilidade, mas o controle da inflação segue sendo um desafio diário para a economia brasileira.

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