PF mapeia 22 influenciadores suspeitos de campanha pró-Vorcaro; veja lista

A Polícia Federal identificou uma série de perfis de redes sociais que poderiam estar ligados a uma campanha de gerenciamento de reputação em favor do executivo Daniel Vorcaro e do Banco Master, de acordo com relatório anexado à investigação sobre o chamado caso Master, tornado público após o fim do sigilo determinado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido do ministro Edson Fachin.
Entre os perfis analisados pela PF estão páginas populares de celebridades, notícias e entretenimento em diferentes plataformas.
A PF identificou possíveis responsáveis por alguns desses perfis e levantou vínculos entre eles, como participação em redes de divulgação de conteúdo e eventuais relações com agências de comunicação. O relatório, porém, ressalta que a inclusão dos nomes tem caráter exclusivamente investigativo e não significa que todos tenham participado do esquema ou cometido irregularidades.

Segundo o documento, a partir da página 19 os investigadores descrevem um levantamento de contas digitais potencialmente relacionadas à movimentação de um projeto identificado como DV. A apuração aponta que empresas e agências de marketing teriam procurado influenciadores para participar de uma ação de comunicação voltada a responsabilizar o Banco Central pelos problemas enfrentados pelo Banco Master e apresentar Vorcaro e o Master como vítimas.

Conforme relata a PF, a proposta seria produzir conteúdos em redes sociais com dois eixos principais: atribuir ao Banco Central a origem das dificuldades do Banco Master e reforçar uma narrativa de que a instituição financeira e seu controlador sofreriam perseguição ou decisões injustas. Para os investigadores, a estratégia buscaria influenciar a percepção pública sobre o caso.

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