Brasília – O candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, fez duras críticas às propostas de redução da jornada de trabalho durante sabatina promovida pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), nesta terça-feira (18). Para ele, acabar com a escala 6x1 seria uma “maluquice” e provocaria “quebradeira da economia”. O presidenciável afirmou que, em seu governo, o tema seria “enterrado”.
Renan também defendeu a extinção da Justiça do Trabalho, argumentando que as relações rescisórias deveriam ser tratadas na Justiça Cível. Segundo ele, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) “já era”, pois a maior parte dos serviços já opera sob regime de Microempreendedor Individual (MEI). Em seu discurso, propôs uma nova reforma trabalhista baseada na remuneração por hora de trabalho, com maior flexibilidade para empregadores e empregados.
Durante a sabatina, o candidato atacou o Congresso Nacional, chamando parlamentares do Centrão de “vagabundos” e “covardes”. Também criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmando que o setor produtivo é “escravo” do senador. Para Renan, a falta de coragem dos congressistas impede avanços estruturais na economia brasileira.
As declarações repercutiram entre empresários presentes, que ouviram do presidenciável a promessa de um ambiente mais liberal nas relações de trabalho. No entanto, especialistas alertam que a extinção da Justiça do Trabalho e a flexibilização da CLT poderiam gerar insegurança jurídica e ampliar a precarização das relações laborais.