Parlamentar do Avante-RJ é suspeito de integrar esquema de fraudes em contratos da Secretaria de Educação do estado
O deputado estadual Thiago Rangel (Avante-RJ) foi preso na manhã desta [data] pela Polícia Federal, durante a quarta fase da Operação Unha e Carne. A investigação apura a existência de uma organização criminosa voltada à fraudação de contratos de compras e serviços públicos, com foco em obras vinculadas à Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro.Segundo as investigações, o esquema atuava por meio do direcionamento de contratos para empresas previamente escolhidas e ligadas ao grupo político do parlamentar. A área de influência de Thiago Rangel, conforme a PF, abrigava a logística criminosa que desviava recursos públicos destinados à educação.
O crime imputado ao deputado, neste primeiro momento, é o de integração em organização criminosa e fraude a licitações, podendo haver agravantes conforme o avanço das apurações. Após o recebimento dos valores públicos, os envolvidos realizavam saques e transferências bancárias para outras empresas, misturando os montantes ilícitos com dinheiro de origem legal — técnica conhecida como lavagem de dinheiro.
Aliados políticos e abrangência da operação
A Operação Unha e Carne também cumpre outros mandados de prisão e de busca e apreensão em cidades do interior fluminense. Embora a PF não tenha divulgado todos os nomes, a investigação aponta que aliados políticos de Thiago Rangel — incluindo vereadores, ex-secretários municipais e supostos intermediários — estariam envolvidos no esquema. O nome do prefeito de uma cidade da Região dos Lagos chegou a ser citado em delações, mas até o fechamento desta edição não há confirmação de mandado contra ele.
A defesa do deputado ainda não se manifestou oficialmente sobre as acusações. Thiago Rangel permanece à disposição da Justiça Federal.