A Polícia Federal deflagrou a operação que teve como alvo novamente o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A investigação aponta que cerca de R$ 3 bilhões do RioPrevidência foram aplicados de forma suspeita na instituição financeira, levantando indícios de favorecimento político e de uma engenharia financeira irregular.
Segundo os investigadores, os aportes foram realizados em letras financeiras e fundos de investimento desde outubro de 2023, sem análises técnicas adequadas e com concentração de risco considerada fora dos padrões. O Ministério Público e a PF identificaram que a operação não se limitou ao Rio de Janeiro: pelo menos 17 institutos de previdência municipais e estaduais também teriam sido envolvidos em movimentações semelhantes.
O atual comando do RioPrevidência foi reestruturado pelo governo estadual após o avanço das apurações, mas os investigadores agora miram na facilitação política que teria permitido a circulação dos ativos bilionários. A relação pessoal entre Castro e Vorcaro, marcada por encontros e viagens custeadas, é considerada peça-chave para entender como o esquema foi viabilizado.
A operação, autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, cumpriu 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Brasília. O caso ameaça diretamente a segurança financeira de 235 mil aposentados e pensionistas do estado, além de expor a vulnerabilidade de fundos de previdência em todo o país.
Com o avanço das investigações, a “Bom Dia PF 2” pode se tornar um marco na exposição da captura política de fundos públicos, revelando como relações pessoais e interesses privados se entrelaçam em esquemas que drenam bilhões de reais da previdência brasileira.