Banco Master pagou R$ 27 milhões a ex-senador Luiz Estevão (MDB), dono do Métroples; Seria compra de apoio ou patrocínio?

Banco Master, Metrópoles e Luiz Estevão: um escândalo de R$ 27 milhões.

Os R$ 27.283.800 repassados pelo Banco Master ao Metrópoles Marketing e Propaganda LTDA entre 2024 e 2025. Parte do dinheiro foi transferida de forma imediata para empresas ligadas à família de Luiz Estevão, controlador do portal Metrópoles. As operações foram consideradas “suspeitas” e “incompatíveis com o faturamento médio mensal” da empresa recebedora. Os bastidores apontam que os repasses podem estar ligados à tentativa de obter apoio político e empresarial de Luiz Estevão para facilitar a venda do Banco Master ao BRB (Banco de Brasília).

O relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) trouxe à tona uma movimentação financeira que escancara a relação entre o Banco Master e o portal Metrópoles. Entre 2024 e 2025, o Master repassou R$ 27,283 milhões à empresa Metrópoles Marketing e Propaganda LTDA. O detalhe mais explosivo: parte desses recursos foi transferida imediatamente para companhias ligadas ao ex-senador Luiz Estevão, controlador do veículo de comunicação.

O Coaf classificou os aportes como “inusitados” e “incompatíveis com o faturamento médio mensal” da empresa recebedora. Em outras palavras, trata-se de uma movimentação que foge completamente do padrão esperado e levanta suspeitas de que os repasses podem ter servido para beneficiar terceiros.

A hipótese: apoio político e empresarial

Nos bastidores, a interpretação mais provável é que o Banco Master buscava o apoio de Luiz Estevão para viabilizar a venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB). Estevão, condenado por corrupção e figura central na política e nos negócios do Distrito Federal, teria usado o peso de seu veículo de comunicação para influenciar o ambiente favorável à negociação.

O discurso oficial

Questionado, Luiz Estevão afirmou que os valores recebidos dizem respeito a patrocínios de transmissões esportivas, como a Série D do Brasileirão. E foi taxativo: “Faço o que quiser com o dinheiro que recebo”. A declaração, longe de dissipar dúvidas, reforça a percepção de que os repasses não tiveram transparência suficiente.

O problema da isenção

O caso coloca em xeque a isenção editorial do Metrópoles. Como confiar na independência de um veículo que recebe milhões de um banco em negociação e transfere parte desses recursos para empresas do próprio controlador? A suspeita é de que o jornalismo praticado pelo portal possa estar contaminado por interesses financeiros e políticos, comprometendo sua credibilidade.

Impactos

  • Legal: O relatório não acusa diretamente de crime, mas indica movimentações atípicas que podem ser investigadas.
  • Político: A ligação entre o Master e Estevão sugere influência indevida em negociações estratégicas.
  • Reputacional: Tanto o banco quanto o Metrópoles ficam sob escrutínio público, com risco de perda de confiança.

O escândalo dos R$ 27 milhões expõe não apenas uma movimentação financeira suspeita, mas também a fragilidade da independência jornalística do Metrópoles. O caso exige respostas claras: o portal é um veículo de comunicação ou um instrumento de negócios de seu controlador?

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