Por que os professores do Amazonas deveriam votar em Professora Evany

Professora Evany é candidata ao Senado pelo estado do Amazonas.

A educação pública do Amazonas atravessa um dos períodos mais difíceis de sua história recente, e grande parte dessa crise tem nome e endereço: o governo Wilson Lima e a bancada parlamentar do Estado, que têm ignorado sistematicamente as reivindicações dos profissionais da educação. O desrespeito às datas-base, o atraso nos reajustes salariais e a falta de diálogo com os sindicatos mostram um cenário de negligência que fere não apenas os direitos dos trabalhadores, mas também o futuro da educação amazonense.

Nos últimos anos, os professores da rede estadual protagonizaram greves e mobilizações legítimas, exigindo o cumprimento da data-base, prevista em lei para garantir a reposição anual das perdas inflacionárias. No entanto, o governo estadual tem repetidamente adiado ou ignorado esse direito. Em 2022, o reajuste foi concedido com atraso e abaixo da inflação; em 2023, sequer houve negociação efetiva; e em 2024, o governo novamente deixou de cumprir o prazo legal, empurrando o debate para o segundo semestre, quando as pressões eleitorais já dominavam a pauta.

Durante as paralisações, o governador Wilson Lima adotou uma postura autoritária, ameaçando cortar ponto dos grevistas e desqualificando publicamente o movimento. Em vez de diálogo, ofereceu silêncio e repressão. A bancada estadual, por sua vez, manteve-se omissa — poucos deputados se manifestaram em defesa dos professores, e nenhum projeto relevante foi apresentado para garantir o cumprimento das datas-bases ou a valorização da carreira.

No plano federal, a bancada amazonense também se mostrou distante da realidade das escolas. Nenhum parlamentar apresentou proposta concreta para ampliar os investimentos em educação básica ou para corrigir as desigualdades regionais que afetam o Norte. O resultado é um sistema que sobrevive à custa da dedicação dos educadores, que enfrentam salas superlotadas, infraestrutura precária e salários defasados.

Enquanto isso, Wilson Lima tenta se reinventar como candidato ao Senado, prometendo o que não cumpriu como governador. Sua gestão deixou marcas profundas: escolas sem manutenção e sem merenda, professores desmotivados e uma política educacional pautada por improviso. O discurso de valorização da educação soa vazio diante de anos de descaso e desrespeito.

Nesse contexto, candidaturas como a da Professora Evany (PSOL) ganham relevância. Ela representa a voz de quem vive o cotidiano escolar e conhece as dores da categoria. Seu compromisso com a valorização docente e a defesa da educação pública é uma resposta direta ao abandono promovido pelo atual governo e pelos parlamentares coniventes.

O voto dos professores do Amazonas, portanto, é mais do que uma escolha eleitoral — é um ato de resistência. É a chance de transformar a indignação em representação, de substituir o silêncio cúmplice por uma voz que denuncie e proponha. Depois de anos de promessas vazias, a educação amazonense precisa de alguém que fale por quem ensina.

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