Caso Master: Fraudes, propinas e intimidação
As investigações da Polícia Federal, reunidas na Operação Compliance Zero, revelaram um esquema bilionário de corrupção e intimidação ligado ao Banco Master, comandado pelo banqueiro Daniel Vorcaro. O caso ganhou força após a prisão preventiva de Vorcaro em março de 2026, autorizada pelo ministro André Mendonça (STF), e o afastamento de servidores do Banco Central.
Principais envolvidos
- Daniel Vorcaro – dono do Banco Master, acusado de liderar organização criminosa responsável por fraudes financeiras, emissão de títulos sem lastro e intimidação de críticos.
- Paulo Sérgio Neves de Souza – ex-diretor de Fiscalização do Banco Central (2017–2023), suspeito de receber vantagens indevidas de Vorcaro.
- Belline Santana – ex-diretor do Departamento de Supervisão Bancária do BC, também afastado por envolvimento no esquema.
- Fabiano Zettel – cunhado de Vorcaro, alvo de mandado de prisão.
- Luiz Phillipe Mourão (“Sicário”) – apontado como responsável por monitorar e intimidar adversários.
- Marilson Roseno da Silva – policial federal citado nas ações de intimidação.
Ramificações políticas
As apurações indicam que Vorcaro mantinha contatos com políticos de diferentes partidos, buscando influência sobre decisões regulatórias e proteção institucional. Embora os nomes ainda estejam sob sigilo judicial, fontes ligadas ao inquérito apontam conexões com parlamentares de partidos como PL, PSD e União Brasil, que teriam recebido apoio financeiro indireto do grupo para campanhas e articulações políticas .
Impacto institucional
| Paulo Sérgio Neves de Souza – ex-diretor do Banco Central (2017–2023) e Belline Santana - ex-diretor Departamento de Supervisão Bancária do BC |
- Banco Central: afastamento de diretores e servidores-chave, fragilizando a credibilidade da fiscalização do sistema financeiro.
- Sistema financeiro: liquidação do Banco Master em novembro de 2025 após sucessivas irregularidades.
- Judiciário: atuação direta do STF na condução das prisões e bloqueio de R$ 22 bilhões em bens ligados ao grupo.
O Caso Master expõe uma rede de corrupção que atravessa o setor financeiro e alcança o meio político, envolvendo banqueiros, ex-diretores do Banco Central e parlamentares de partidos influentes. As revelações reforçam a gravidade da crise institucional e colocam em xeque a integridade da supervisão financeira no Brasil.
