RIO DE JANEIRO – Em uma ação contundente contra crimes de exploração sexual infantojuvenil, a Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6 de fevereiro de 2026), a Operação Classificação de Risco. A ofensiva resultou na prisão de um médico pediatra de 28 anos, suspeito de armazenar material pornográfico e aliciar crianças e adolescentes na região da Costa Verde fluminense.
O Alvo e a Investigação
O investigado, cujo nome ainda é preservado pelas autoridades em razão da Lei de Abuso de Autoridade e do estágio das investigações (embora sua identidade técnica e registros profissionais já estejam sob análise judicial), atuava em unidades de saúde em Angra dos Reis e Paraty.
A investigação teve início após o monitoramento de redes e fóruns de compartilhamento de arquivos ilícitos. Segundo a PF, foram encontrados indícios robustos de que o médico não apenas possuía conteúdo de abuso sexual infantil, como também utilizava sua posição e proximidade com jovens para o aliciamento.
"Dando nome aos bois": Outros envolvidos
A operação não se limitou ao médico. Um professor da rede pública de ensino (cuja identidade está sendo mantida sob sigilo para não comprometer as buscas remanescentes) também foi alvo de mandados e levado à delegacia para prestar esclarecimentos por possível participação no esquema de compartilhamento de mídias e aliciamento.
Ao todo, a PF cumpriu:
- 1 mandado de prisão temporária (contra o pediatra);
- 3 mandados de busca e apreensão, realizados na residência do médico e em duas unidades de saúde onde ele atendia pacientes.
Próximos Passos
Durante as buscas, computadores e dispositivos móveis foram apreendidos e serão submetidos à perícia técnica para identificar a extensão da rede de contatos e se houve vítimas diretas entre os pacientes do pediatra.
O médico foi encaminhado ao sistema prisional do Rio de Janeiro, onde responderá pelos crimes de armazenamento de pornografia infantil e aliciamento de menores, cujas penas somadas podem ultrapassar os 10 anos de reclusão.
A Polícia Federal orienta que pais e responsáveis fiquem atentos a mudanças repentinas de comportamento em crianças, como isolamento ou uso excessivo e escondido de dispositivos eletrônicos. Denúncias podem ser feitas pelo Disque 100.