PF Deflagra 2ª Fase da Operação Compliance Zero; Alvos Incluem Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa

A Polícia Federal (PF) cumpre, na manhã desta quarta-feira (14), 42 mandados de busca e apreensão na segunda fase da Operação Compliance Zero. A ação mira uma estrutura criminosa montada no entorno do Banco Master e investiga crimes de gestão fraudulenta, organização criminosa e manipulação de mercado. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Os Nomes por Trás do Esquema

A investigação centraliza-se em figuras conhecidas do mercado financeiro e do setor público:

Daniel Vorcaro: Dono do Banco Master e principal alvo da operação. Atualmente cumpre prisão domiciliar após ter sido detido em novembro de 2025 tentando fugir do país.

Paulo Henrique Costa: Ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). Costa é apontado como peça-chave na articulação que facilitava a circulação de créditos falsos entre as instituições.

Outros Envolvidos: A PF investiga o envolvimento de diretores de tesouraria e consultores financeiros que auxiliavam na "maquiagem" dos balanços para esconder o rombo bilionário.

Bloqueio Recorde e Alcance da Operação

A operação de hoje não se limita a buscas. O STF determinou o sequestro e bloqueio de bens no valor de R$ 5,7 bilhões, visando garantir o ressarcimento aos cofres públicos e investidores lesados. Equipes da PF atuam simultaneamente em cinco estados: São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

O foco desta fase é interromper o fluxo de lavagem de dinheiro que persistia mesmo após a decretação da falência do Banco Master, ocorrida em novembro do ano passado.

O Histórico da Fraude

O caso ganhou traços dramáticos em 2025. Em março daquele ano, o BRB, sob a gestão de Paulo Henrique Costa, tentou adquirir o Banco Master por R$ 2 bilhões. A transação, no entanto, foi barrada pelo Banco Central (BC), que detectou inconsistências graves nos ativos apresentados.

As investigações posteriores revelaram que o esquema utilizava títulos podres e forjados para simular saúde financeira, em uma fraude que pode chegar a R$ 17 bilhões.

Posicionamento da Defesa

Em nota oficial, a defesa de Daniel Vorcaro reiterou que o empresário está colaborando com a Justiça.

“Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência. O Sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito.”

Até o momento, a defesa de Paulo Henrique Costa não se manifestou sobre os novos desdobramentos da operação de hoje.

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