O ex-vereador do Rio de Janeiro e acusado de estupro Gabriel Monteiro se tornou réu em mais um processo que tramita no Judiciário fluminense. Desta vez, a ação foi movida pelo comerciante Raylan Manrico Maia Ferreira, que pede indenização de R$ 30 mil por uso indevido de imagem.
De acordo com o processo, Raylan afirma que, no dia 24 de novembro, Gabriel Monteiro entrou em sua residência sem autorização judicial, alegando que estaria “salvando” um cachorro que se encontrava sob seus cuidados. Toda a ação foi gravada pela equipe do criminoso e o conteúdo publicado nas redes sociais no dia 8 de dezembro.
Na ação, o comerciante sustenta que o animal estava doente e precisava de cuidados especiais, os quais, segundo ele, estavam sendo devidamente prestados. Ainda conforme a petição, o vídeo divulgado teria sido editado de forma a induzir o público ao erro, passando a impressão de que o tutor maltratava o cachorro e colocando Gabriel Monteiro na posição de responsável pelo resgate do animal.
A defesa de Raylan argumenta que a exposição nas redes sociais teria causado danos à sua imagem e à sua reputação, motivo pelo qual solicita a indenização por danos morais.
O cachorro citado no processo não resistiu e morreu posteriormente. O caso agora será analisado pela Justiça, que deverá apurar as circunstâncias da gravação, da divulgação das imagens e das alegações apresentadas pelas partes.
Preso por estupro
Gabriel Monteiro foi preso preventivamente em novembro de 2022, acusado de estupro por uma jovem, e permaneceu detido por cerca de dois anos e quatro meses.
Ele foi solto em março de 2025 e passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. Ele é ex-policial militar e teve seu mandato de vereador cassado em agosto de 2022 por quebra de decoro parlamentar.