Maria do Carmo e Roberto Cidade travam disputa judicial sobre mutirões de atendimento a crianças com TEA


Manaus – A campanha eleitoral no Amazonas foi marcada por uma polêmica envolvendo a candidata Maria do Carmo Seffair Lins de Albuquerque e o governador Roberto Cidade, candidato à reeleição.

No dia 25 de agosto de 2026, Roberto Cidade publicou em suas redes sociais oficiais (Instagram e Facebook) um vídeo com integrantes do Grupo de Mães Atípicas. No conteúdo, as mães acusam Maria do Carmo de recorrer à Justiça para barrar mutirões de atendimento voltados a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

As falas incluíram críticas diretas como: “a senhora vem falar bosta na internet”, “fora, Maria do Carmo” e “palhaça”. Além disso, o vídeo trazia sobreposições gráficas reforçando a narrativa de que a candidata estaria prejudicando os atendimentos.


Na legenda, Roberto Cidade afirmou que o desabafo “tocou seu coração” e reafirmou seu compromisso com a causa TEA, lamentando que a iniciativa “incomodasse adversários políticos”.

Maria do Carmo ingressou com ação de direito de resposta no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas. Ela sustenta que a acusação é sabidamente inverídica e que sua representação judicial anterior não buscava interromper os mutirões, mas apenas impedir o uso político de serviços públicos em benefício da campanha de Roberto Cidade. Segundo a defesa, a petição inicial do processo nº 0600812-65.2026.6.04.0000 continha cláusula expressa de preservação da continuidade dos atendimentos. Para Maria do Carmo, a publicação foi uma estratégia de desinformação que afetou sua imagem e induziu o eleitorado a erro.


Na ação, a candidata solicita uma liminar para impedir novas publicações semelhantes, sob pena de multa diária e o direito de resposta nos mesmos veículos, espaço e duração em que o vídeo foi divulgado.

O vídeo gerou grande repercussão nas redes sociais, com centenas de interações e comentários de indignação contra Maria do Carmo. Embora tenha sido removido horas depois, a candidata argumenta que o dano já estava consumado, dado o alcance de mais de 170 mil seguidores do perfil oficial de Roberto Cidade.

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