A Justiça da Itália decidiu nesta semana pela extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, que está foragida no país europeu. A informação foi confirmada pela defesa da parlamentar, que anunciou que recorrerá da decisão.
Condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão, Zambelli é apontada como a autora intelectual do ataque ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023. De acordo com as investigações, ela teria articulado a invasão para emitir um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
A execução do crime foi atribuída a Walter Delgatti, conhecido como “hacker de Araraquara”, que também foi condenado e confirmou em depoimento que agiu a mando da ex-parlamentar.
Fuga e pedido de extradição
Após a condenação, Carla Zambelli deixou o Brasil e foi para a Itália, país onde possui ascendência. O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, formalizou o pedido de extradição, que agora foi acolhido pela corte italiana em primeira instância.
O Itamaraty informou que a embaixada brasileira em Roma foi comunicada oficialmente da decisão. No entanto, o órgão ressaltou que ainda cabem recursos antes de uma definição final, que dependerá também da autorização do governo italiano.
Até o momento, o STF não se manifestou sobre o andamento do processo de extradição.
Próximos passos
A defesa de Zambelli afirmou que irá recorrer da decisão da Justiça italiana, o que poderá prolongar o trâmite. Enquanto não houver um desfecho definitivo, a ex-deputada permanece na Itália, onde aguarda as próximas etapas do processo.
O caso reforça a crescente cooperação jurídica entre Brasil e Itália em ações envolvendo foragidos da Justiça brasileira, especialmente em crimes de alta relevância política e social.