Alunos de medicina reprovados no Enamed erraram questões básicas

 

Mais de 30% dos cursos de medicina do país tiveram desempenho insuficiente no Enamed, exame nacional aplicado a estudantes do último ano, e erraram questões básicas do atendimento médico, como diagnóstico de dengue, dor de cabeça e prescrição de medicamentos.

Uma das questões, considerada fácil pelo Inep, perguntava o que o médico deve fazer diante de sintomas graves de dengue, como febre, dores intensas e vômitos fora de controle. 66% dos estudantes erraram a resposta.

Outra questão tratava de dor de cabeça. O enunciado descrevia uma mulher de 55 anos, sem histórico de doenças crônicas, com dor persistente dos dois lados da cabeça, alterações da visão e cansaço. A resposta correta era pedir um exame de sangue simples para identificar uma possível inflamação nos vasos sanguíneos.

O presidente do Conselho Federal de Medicina, José Hiran Gallo, afirma que a entidade avalia medidas para impedir que estudantes de faculdades reprovadas no Enamed possam atuar profissionalmente. Ele defende a aprovação de um projeto de lei em tramitação no Congresso que cria um exame obrigatório para a obtenção do registro profissional após a formatura.

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